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2019 by CADENC

  • Ricardo Bortoli

Viva, porque a vida é uma só!

Atualizado: 21 de Dez de 2019

Uma reflexão sobre fazer nossa existência valer a pena.


Imagine que você é o gestor de uma empresa chamada Vida. E como um bom gestor você é convocado a fazer um plano para se antecipar às principais incertezas da Vida.


Você divide então uma folha de papel ao meio com um risco feito à caneta. Do lado esquerdo você lista todas as certezas da Vida, e do lado direito da folha escreve todas as incertezas. Já na primeira linha você escreveu do lado esquerdo morte como uma certeza, e logo a frente na coluna da incerteza você anota, vida após a morte. Você olha aquela folha de papel, e não consegue seguir, você mergulha nestas anotações e inicia um diálogo com a sua imaginação: "eu sempre acreditei, que há alguma coisa depois da morte, mas e se não houver? E, se a morte acabar de fato com a Vida?"


Como um bom gestor, você elabora suas análises, objetivos e planos. Em suas análises identifica que o tempo é o principal recurso a ser administrado. E define que sua meta é fazer esse tempo render o máximo possível, pois você quer que a Vida dure muito. Mas, em meio ao seu planejamento, alguém do RH lhe chama a atenção dizendo: "Não adianta prolongar o tempo da Vida, se não haver pessoas com quem bem se relacionar". Ouvindo isso, o supervisor de suprimentos também se posiciona: "Muito tempo, muitas pessoas, nada disso se sustenta sem recursos". "Por isso que sempre digo: tempo é dinheiro"! Bradou em tom sarcástico o coordenador financeiro. Você, incomodado com os palpites os interrompe: "Tempo é vida, não dinheiro! Dinheiro a gente recupera, a vida perdida não! Deixem-me refletir sozinho sobre o assunto".


A obra de Freud (criador da psicanálise), assume que o que move o ser humano é a vontade de prazer, o libido. Já Alfred Adler (psicólogo austríaco fundador da psicologia do desenvolvimento individual), defendia que as ações humanas são movidas pela vontade de poder. Por outro lado, Victor Frankl, (neuropsiquiatra austríaco fundador da Logoterapia), entende que desde o primeiro, até o último ato humano, o último pensamento frente sua morte inspirado pela vontade de sentido.gico acaso. Eu posso até ser bondoso e ter boas pessoas à minha volta, mas eu certamente serei decepcionado por elas, e também irei de alguma forma decepcioná-las. Por mais recursos que eu tenha, mesmo que seja muito dinheiro, eu nunca terei tudo, e ainda eu que tivesse, não seria capaz de usufruir de tudo. Portanto,...


...se houver mesmo o risco de que a vida seja uma só, a única coisa que me cabe é tentar fazer a Vida valer a pena".

A obra de Freud (criador da psicanálise), assume que o que move o ser humano é a vontade de prazer, o libido. Já Alfred Adler (psicólogo austríaco fundador da psicologia do desenvolvimento individual), defendia que as ações humanas é movida pela vontade de poder. Por outro lado, Victor Frankl, (neuropsiquiatra austríaco fundador da Logoterapia), entende que desde o primeiro, até o último ato humano, o último pensamento frente sua morte, tudo é inspirado pela vontade de sentido.


A logoterapia não é necessariamente religiosa. Mas, analisa a existência distinguindo os homens dos animais pela habilidade cognitiva de imaginar e buscar compreender cada aspecto da sua existência. Quando as grandes empresas passaram a se preocupar com propósito ao criarem ou repensarem seus modelos de negócios, elas não estão fazendo nada mais do que entregar um sentido para a pulsante busca humana por sentido. Por isso a estratégia do propósito está se mostrando uma estratégia de mercado tão eficaz.


Quando entregamos sentido para as pessoas, nós damos a elas uma identidade, um motivo para agir, ou mais, para querer viver. Da mesma forma, quando buscamos sentido para vida, definimos quem somos e como queremos viver.


Não importa se você acredita ou não em vida após à morte. Não importa se você terá 3 meses ou 3 décadas de vida. Não importa se tem 3 amigos ou 300, tampouco se tem R$ 30,00 ou R$ 30.000,00 na conta.


Importa é que cada escolha, cada amizade, cada centavo gasto, cada segundo vivido, precisa ter uma justificativa que represente um sentido para você. Isso lhe difere dos outros animais.

Até as ações impensadas representam escolhas e refletem uma identidade. Por isso, sendo você o gestor da sua Vida, pense bem sobre suas escolhas, sobre seu propósito, sobre sua identidade, sobre seus atos. Pergunte-se sempre sobre qual o sentido disso tudo, e então escolha viver bem, encontre um propósito pelo qual viver, administre seu tempo para aproveitar cada segundo dessa vida. Assim, se não houver vida após a morte, você viveu bem sua vida. Se houver vida após a morte, maravilha, você viveu bem aqui e viverá bem lá, então estará no lucro.


Seja qual for o seu propósito, sejam quais forem suas escolhas, tenha uma vida plena, completa, que vale a pena ser vivida. Não espere que o sentido e a sua felicidade esteja no amanhã ou nas incertezas da vida. Por que? Você pode nos questionar. Ora, Ariano Suassuna dizia:


"O otimista é um tolo, o pessimista é um chato, o bom mesmo é ser um realista esperançoso".

Como um bom gestor, eu tenho a esperança de que exista um futuro, isso me inspira a fazer planos. Mas vivo como se não houvesse. Não no sentido de abusar inconsequentemente dos prazeres da vida e esquecer das responsabilidades com o futuro. Mas sim, no sentido "Carpe Diem - Viva o momento". Trabalhe duro, mas tenha horas de lazer. Guarde dinheiro, mas vá viajar. Faça regime, mas coma o que goste de comer. Tudo é uma questão de equilíbrio, um difícil equilíbrio entre se permitir e se preparar para o futuro.


Viver é um desafio, mas viva, porque a vida é uma só!



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